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Ervas que Interferem com Antidepressivos

Os antidepressivos são geralmente medicamentos seguros, mas existem algumas ervas (utilizadas em chá ou suplementos alimentares) que interferem com o seu funcionamento, potenciando não só a sua ação como os efeitos secundários.

  • Hipericão: tal como os antidepressivos, estimula a produção de serotonina podendo originar um humor anormalmente positivo, irritável e desajustado
  • Lavanda: potencia os efeitos calmantes dos antidepressivos, podendo tornar-se perujidicial para a saúde.
  • Açafrão-das-índias: Como o seu mecanismo quimico é semalhante a um antidepressivo é possivel que esta erva aumente os seus efeitos secundários.

Efeitos Secundários dos Antidepressivos

Os antidepressivos, como todos os outros medicamentos podem provocar alguns efeitos secundários. Embora muitas vezes variem de pessoa para pessoa e consoante a classe específica, existem alguns efeitos secundários comuns a todos os antidepressivos:

  • Náuseas: para evitar, tome sempre o medicamento depois de  ingerir uma refeição e mantenha-se hidratado durante o dia.
  • Fadiga: embora já seja característica da depressão a fadiga pode aumentar nas primeiras semanas de tratamento.
  • Insónias: são minimiadas se tomar a medicação de manhã.
  • Boca seca: é um efeito muito comum, procure beber água várias vezes ao dia e manter uma boa higiene da boca.
  • Ansiedade: nas primeiras semanas de tratamente sintomas como a ansiedade podem piorar.
  • Obstipação: a prisão de ventre é muito comum nas pessoas que tomam antidepressivos. é fundamental adoptar uma dieta adequada, rica em fibras, e beber muita água.

Antidepressivos na Infância

Cada vez existem mais contorvérsias acerca de uso de medicação em crianças, nomeadamente medicação antidepressiva.

Apesar de poderem mesmo surgiram depressões graves na infância e no inicio da adolescência, a utilização de medicação nestes casos é pouco estudada e por isso muito posta em questão.

Um estudo recente mostra que, de diversos antidepressivos analizados, apenas um (o Prozac – Fluoxetina) mostrou ter alguns resultados no tratamento de depressão.

Há também que ter em conta os possíveis efeitos secundários destes medicamentos. Este estudo indica que um dos antidepressivos analisados (venlafaxina) aumenta o risco de tendências suicidas em crianças e jovens.

Utilização Excessiva de Antidepressivos

Foi realizado um estudo que comprava que cerca de 50% das pessoas que tomam antidepressivos não estão, de facto, deprimidas.

Muitas outras doenças são geralmente “tratadas” com antidepressivos, de forma incorreta. As mais comuns são:

  • Ansiedade
  • Insónia
  • Déficet de atenção
  • Disturbios alimentares

A verdade é que existem medicamentos e terapias específicas para cada uma destas patologias, que geralmente implicam até menos efeitos secundários e contra-indicações.

Por isso, antes de iniciar um tratamento com antidepresssivos informe-se e peça várias opiniões de forma

 

Antidepressivos Naturais

Os antidepressivos são muito utilizados no tratamento de patologias ansiosas e depressivas. A verdade é que estes medicamentso têm muitos efeitos secundários e muitas vezes é difícil cesar a sua utilização.

Por isto, deixamos aqui uma lista de plantas que têm efeitos antidepressivos e que podem ser utilizados alternativamente:

  • Camomila: pode ser utilizada até em crianças e tem efeitos calmates.
  • Valeriana: ajuda a tratar insónias, cansaço e palpitações cardíacas.
  • Hipericão: melhora o sono e reduz a ansiedade
  • Óleo de Laranjeira Amarga:  tem poderes sedativos e ajuda a controlar a ansiedade
  • Tília: melhora a qualidade do sono e ajuda a controlar palpitações causadas pela ansiedade.
  • Flor de Maracujá/passiflora:  ajuda a fazer o desmame de antidepressivos e contrala os sintomas ansiosos.

Tratamento da Depressão

Já antes falamos aqui da depressão e dos sintomas associados a esta. Hoje vamos explorar as opções de tratamento para as pessoas que sofrem de depressão.

O tratamento deve ser adequado a cada pessoa consoante o seu estado físico e psicológico. Deve ser feita uma avaliação clínica pormenorizada para depois optar entre um ou mais destes tratamentos:

  • Alteração dos estilos de vida – A depressão tem muitas repercussões na forma como a pessoa vive e este é o primeiro aspecto que a pessoa tem de mudar. É recomendada a prática de exercício físico regular e  uma alimentação saudável e regrada (evitando comer em excesso ou saltar refeições).  O seu médico vai também aconselhá-la a evitar o isolamento, procurando atividades que envolvam contacto com familiares e amigos.
  • Psicoterapia – Existem muitos tipos de psicoterapia, mas o mais aconselhado no tratamento da depressão é a terapia cognitiva comportamental. Esta terapia tem como objetivo alterar a forma como a pessoa pensa. Normalmente uma pessoa depressiva tem tendência para interpretar todos os acontecimentos de forma muito negativa. Através da psicoterapia vai ser possível identificar estas situações e ajudar a construir um novo padrão de pensamentos positivos acerca da vida e do mundo que o rodeia.
  • Medicação – A medicação utilizada no tratamento da depressão são os antidepressivos (escitalopram, fluoxetina, paroxetina, sertralina,…). O seu médico pode também prescrever ansiolíticos, que vão ajudar a controlar a ansiedade (xanaz, valium, lorenin, serenal). A prescrição desta medicação deve ser feita de forma cuidadosa e deve seguir as indicações do seu médico.
  • Técnicas de relaxamento –  Esta opção de tratamento vai permitir que aprenda a relaxar e a lidar de forma mais eficaz com a sua ansiedade e de controlar os sintomas físicos que esta causa.
  • Acupunctura –  Esta técnica consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos. Esta técnica permita equilibrar o corpo e a mente e alivia a ansiedade.  A acupunctura aumenta a produção de endorfina e serotonina, duas hormonas que promovem  alegria e bem-estar, combatendo a depressão.

O tratamento da depressão deve ser mantido por vários meses. Nunca termine o tratamento repentinamente quando se sentir melhor. Vai sentir sintomas de privação e pode ocorrer uma recaída.  Siga as recomendações do seu médico e adopte estilos de vida saudáveis.

Efeitos dos antidepressivos

Cerca de 25% da população portuguesa toma ou já tomou medicamentos antidepressivos. O consumo desta medicação tem tendência para aumentar de ano para ano, no entanto as pessoas não estão bem informadas sobre os seus efeitos. Existem muitas dúvidas na população e também diversos mitos que têm de ser esclarecidos. Ficam aqui a resposta a algumas questões que o vão esclarecer acerca dos efeitos dos antidepressivos no seu corpo.

Os antidepressivos dão sono?  – Nem todos. Existem antidepressivos com um efeito sedativo, mas a maior parte não tem este efeito secundário. O que acontece é que muitas vezes juntamente com os antidepressivos a pessoa está medicada com ansiolíticos (calmantes) e estes sim, dão sono.

Os antidepressivos engordam? – Mais uma vez depende do antidepressivo que está a tomar. Mas sim, é verdade, alguns antidepressivos têm como efeito secundário o aumento de apetite e consequente ganho de peso. Deve tentar controlar o apetite e manter uma dieta saudável.

Quem toma antidepressivos tem o desejo sexual diminuído?  – Na maioria dos casos é verdade. O mecanismo de ação destes medicamentos geralmente inibe ou reduz o desejo sexual, principalmente nos primeiros meses de tratamento.

Os antidepressivos criam dependência? – Esta é uma questão muito polémica. A forma como funcionam, implica que os antidepressivos não causem dependência, ao contrário dos ansiolíticos. No entanto, quando reduzir a dose ou pretender deixar de tomar o antidepressivo tem que consultar o seu médico. Se deixar de o tomar de forma abrupta pode sofrer diversas efeitos secundários que lhe provocaram muito transtorno físico e mental.

Tomar antidepressivos altera a personalidade? É mentira! Os antidepressivos não mudam a sua personalidade, apenas ajudam a controlar os sintomas depressivos (isolamento, tristeza, etc) para que a pessoa seja capaz de ultrapassar a sua doença. Não vai sofrer nenhuma alteração da personalidade durante o consumo destes medicamentos nem quando deixar de os tomar.

Procure informar-se sobre os efeitos secundários especifico dos antidepressivos que está a tomar ou deixe-nos as suas dúvidas.